Manifesto de apresentação SVCP

Neste momento, torna-se necessário, senão imperioso, transmitirmos os objetivos que estiveram na base da formação do Sindicato Vertical de Carreiras de Polícia – SVCP– e transmitir os mesmos a todos os elementos com funções policiais que fazem parte desta “nossa grande instituição”, a Polícia de Segurança Pública.

Sem querermos ser fastidiosos, gostaríamos de fazer uma síntese sobre o “SINDICALISMO”, nem que seja como ultimo objetivo de relembrar a todos o que tal significa e como surgiu.

Posto isto, o “SINDICALISMO” é um movimento ou doutrina política que defende a organização dos profissionais e trabalhadores em sindicatos, para que trabalhem juntos na defesa de seus interesses, que visa fortalecer a organização onde se inserem e devem ter um papel ativo na condução da sociedade.

“SINDICATO” é a instituição utilizada para a organização dos trabalhadores na luta por seus direitos.

“A essência do sindicalismo não é revolucionária mas conservadora.”

As origens do sindicalismo encontram-se na Inglaterra do século XIX, em plena Revolução Industrial.

Tinham como objetivo a ajuda mútua e de defesa dos trabalhadores. Já decorreram largas décadas desde o aparecimento do movimento sindical e, no entanto, os objetivos mantiveram-se inalterados: “a defesa dos interesses daqueles que a compõem”.

Agora, o porquê do nome escolhido para designar o “nosso” sindicato: Vertical?

A resposta encontra-se na origem da própria palavra:

“…Perpendicular ao plano do horizonte. Que tem a direção do fio-de-prumo. Que está colocado no vértice. Direito, aprumado…”.

“A virtude é uma linha horizontal, a força é uma linha vertical e a astúcia uma linha oblíqua”.

Não temos, enquanto Polícias, os patrocínios nem as gazuas, que abrem as portas da comunicação social, seja qual for o tipo de fechadura, porque, até a essência da nossa missão, a proteção de pessoas e bens (sem olhar a quem) oferecemos à comunidade, gratuitamente. Ora isso, nem abre portas, nem estimula papagaios.

Não obstante, temos a razão da força e a força da razão.

Não temos ideias faraónicas, de faraó desalinhado e sem pirâmide própria, das quais usa e abusa, indo ao ponto de subido descaramento ao exigir, ao vento, que sopra.

Não temos nada contra os restantes sindicatos ou associações sindicais, pois na equipa o mais importante é o que, em cada momento de atuação da mesma, contribui com a sua quota-parte para um trabalho de conjunto, sem perder a sua individualidade.

Se, pusermos o violinista a tocar flauta, ou o guarda-redes a ponta de lança, o efeito equipa, o de conjunto é desastre certo.

A nossa instituição, a Polícia de Segurança Pública, não é de ninguém, pertence a todos, é a extensão do Estado de Direito.

O Estado de Direito submete-se às Leis…o Estado é o Povo, nele reside a soberania.

Queremos e vamos pugnar por uma instituição moderna, sem tiques de autoritarismo.

“A mania de mandar em algo e ou alguém, modera-se com a capacidade de obediência desse alguém”.

“Se o meu chefe der uma ordem e eu não a cumprir o chefe não manda nada”.

Não temos interesses partidários, o nosso partido é a Policia de Segurança Pública.

Precisamos de crescer, de demonstrar que não somos “mais um sindicato”, queremos marcar a diferença, mas só o iremos conseguir com a vossa ajuda.

Essa “ajuda” traduz-se em sermos mais, por isso lançamos este desafio: Junta-te a nós, confia em nós e poderemos, com a “força da razão”, afirmar a todos aqueles que julgam que a Polícia de Segurança Pública unicamente serve para servir interesses:

“Sossega, jacaré, porque a lagoa vai secar” (provérbio indiano).

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